Escrevendo para (nem sempre) ser lido…
Desde que a Portuguesa começou a decair no futebol há quase duas décadas, não cansaram de surgir teorias que tentam explicar as razões do declínio. Algumas são bem realistas, como as que apontam seguidos anos de administrações incompetentes e algumas bastante conspiratórias como as que atestam uma antiga perseguição da imprensa para com o clube do Canindé desde a era de Oswaldo Teixeira Duarte e aos que juram que o problema da Portuguesa se resume a um só: o nome.
A polêmica em torno da mudança do nome da Associação Portuguesa de Desportos tem se tornado bastante frequente nos últimos anos, seja nos corredores do clube ou seja em roda de torcedores e toda vez que surge provoca discussões inflamadas e algumas vezes violentas. De vez em quando a polêmica chega até aos veículos de comunicação.
Os que defendem a mudança do nome, alegam que o Associação Portuguesa de Desportos ou simplesmente Portuguesa afasta torcedores brasileiros ou que descendem de outras nacionalidades e que isso em consequência contribui para o pequeno número de torcedores. Do outro lado os que defendem a manutenção do nome apontam as mais variadas razões para que não se mude nada.
Alguns dos motivos mais defendidos pelos favoráveis à mudança da nomenclatura do clube cai por terra bastando uma ida ao estádio do Canindé em dia de jogo. É possível perceber torcedores de mais diversas origens, como japoneses, franceses, italianos e majoritariamente brasileiros. Aliás, como há mais de 40 anos não temos fluxo migratório de portugueses ao Brasil, a maioria dos torcedores hoje presente ao estádio são brasileiros natos.
O nome “Portuguesa” também não impediu que, no passado, um presidente do clube fosse de origem italiana: Miguel Franchini Neto que presidiu o clube entre 1945 e 1947 e sua gestão foi uma das mais elogiadas da história do clube.
Mas para alguns torcedores nada disso é suficiente para que o nome Portuguesa seja mantido no clube. Aliás, muitos encontram no próprio clube a razão para defender a polêmica sugestão de mudança de nome, uma vez que na gestão de Manuel Gonçalves Pacheco havia uma sutil orientação de usar a nomenclatura Lusa, ao invés de Portuguesa.
E é ai que surge Luciano Antonio Fraga. Torcedor fanático da Portuguesa, ele desde 1996 defende uma ideia bastante polêmica, o Projeto Argonautas.
Em: Cadê a Revisão ?
7 ago 2010Em: Cadê a Revisão ?
4 ago 2010Parece que a função de revisão nos jornais está mais em extinção do que a Ararinha-Azul. No Estadão de hoje, 04 de agosto, o Caderno de Esportes resolveu dar uma notinha sobre o jogo da Portuguesa que ocorreu ontem à noite lá em Natal contra o América RN. Mas vejam só a caca que saiu, difícil até de ler:

Para o Estadão, que é reincidente aqui na coluna “Cadê a Revisão”, o jogo que a Portuguesa ganhou fácil por 3 a 1 na verdade ela “deixou conseguiu”, seja lá o que for o que isso significa. A notinha discreta no rodapé da página pode mostra que nem sempre as matérias são revisadas como se deve e erros bobos como este acabam passando.
Além de ficar feio um erro deste calibre para um jornal de alto nível como o Estadão, mostra que quem colocou a nota não se deu o trabalho sequer de ler o escreveu. A repercussão pode até ser menor, mas não é muito diferente daquele erro da Folha que colocou anúncio do Extra errado (veja aqui).
Será que tem errata amanhã ?
Obs: No passado, o Estadão já confundiu Colômbia com Bolívia, veja aqui.
Em: Diversos
2 ago 2010Neste sábado passado, eu fui visitar a minha mãe que mora em São Miguel Paulista e quando estava chegando no bairro me deparei com este carro não identificado trafegando na Avenida Imperador:

O carro chamou muito a minha atenção porque estava com placa verde, sem os símbolos que apontam o nome do veículo e também com a logomarca do fabricante coberta com um adesivo preto. Quando eu me aproximei para tirar a fotografia (e não é fácil fotografar e dirigir) o motorista percebeu e acelerou, tentando se distanciar entre outros veículos no trânsito.
Ainda deu tempo de tirar algumas outras fotos mas não foi possível nenhuma frontal. Será algum modelo novo de carro ?
Confira outras fotos:



Update:
Poucas horas depois de colocar aqui no blog, o pessoal da revista Quatro Rodas me informou, pelo Twitter, que o carro flagrado é um JAC J3 Hatch, de origem chinesa que estará à venda no Brasil até o final deste ano.
Em: Cadê a Revisão ?
14 jul 2010Está certo que o programa é ao vivo… está certo que o programa tem como apresentadora a Luciana Gimenez que não é uma maravilha quando o assunto é falar bem, e está certo que o Super Pop é um dos piores programas da televisão brasileira variando sempre do fútil ao inútil, mas pelo menos o pessoal da produção poderia ser mais atencioso quando o assunto é acentuação.
Estava eu assistindo o excelente A Liga, na TV Bandeirantes (me recuso a chamar a emissora de Band que é marca de curativo), quando no intervalo decidi ver o que passava nos canais próximos. Eis que me deparo em um “interessante” debate sobre fantasmas e espíritos no programa Super Pop, com a participação do “guru” Robério de Ogum (na Portuguesa de Desportos ele é uma espécie de Rasputin, sabiam ?) e outros convidados “mega-famosos”.
Eu já estava mudando pro canal seguinte quando me deparei com esta maravilha da acentuação:
Pois é, para o pessoal da Rede TV a palavra influenciam se acentua exatamente como influência. Legal isso não ? O texto ficou na tela por aproximadamente cinco minutos. O que será que acontece no nosso país ? É só por causa do nível horrível da educação no país ou salários baixos estão levando a um nivelamente mental por baixo na sociedade brasileira ?
Confira outras trapalhadas sem revisão clicando aqui.
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Douglas Nascimento, 35 anos, fotógrafo, pesquisador e jornalista. É editor do blog São Paulo Antiga e já foi colunista do jornal MTV na Rua, atualmente também escreve também para o site Macnews Brasil (mais...)