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	<title>Blog do Douglas &#187; goleiro</title>
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	<description>Escrevendo para (nem sempre) ser lido...</description>
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		<title>1923 • A primeira vitória da Portuguesa sobre o Corinthians</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Nascimento</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A partida do próximo sábado já desperta a atenção dos torcedores de Portuguesa e Corinthians por uma série de razões. De um lado a Lusa precisa se recuperar depois de uma série de resultados ruins e nenhuma vitória ainda em seu estádio, o Canindé. De outro, o Corinthians, vem com força máxima para tentar uma vitória rumo a consolidação do elenco no ano de seu centenário. Mas quem será que realmente leva vantagem ?</p>
<p>Como este blogueiro que vos escreve não gosta de tentar adivinhar placares de jogos, resolvi lembrar de uma partida que foi muito importante para a Portuguesa há 87 anos atrás. Foi no início da primavera daquele já distante ano de 1923 que a jovem Portuguesa iria vencer pela primeira vez o então poderoso Corinthians. E não seria fácil! Vamos relembrar ?</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">AS EQUIPES:<br />
</span></strong>Naquele ano e naquele jogo o Corinthians era favorito disparado. Ostentava o título de campeão do centenário conquistado em 1922, em alusão ao centenário da independência do Brasil e em pleno mês de setembro, já próximo do final ano, ainda podia se gabar de estar invicto. Além disso contava com jogadores que fariam história no futebol como Del Debbio e Neco. Uma equipe forte e bastante técnica.</p>
<p>Já a Portuguesa era uma jovem agremiação em campo. Havia apenas três anos que a Portuguesa existia e o elenco começava a sofrer sua primeira grande reformulação, com a saída de vários atletas oriundos do Mackenzie College e a entrada de novas promessas. Entre os nomes da equipe rubro-verde do Largo São Francisco (sim, ainda nem São Bento e nem Canindé) destacavam-se o polêmico goleiro Mesquita e os atacantes Peres e Filó.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>O JOGO:</strong><br />
</span>A partida que iria começar já preocupava os torcedores lusitanos devido a desatrosa partida da equipe de aspirantes. O jogo que antecipava a partida principal tinha acabado com a vitória do Corinthians por largos e doloridos 9&#215;0 e a gozação dos torcedores corinthianos era grande. Apesar disso o clima era calmo entre as duas torcidas que dividiam igualmente as arquibancadas da extinta A.A. das Palmeiras.</p>
<p>A partida já se atrasava em 20 minutos pois o trio de arbitragem escalado pela Federação não havia aparecido. Para não mais perder tempo e correr o risco do jogo começar muito tarde e o final da partida ter problemas com a escuridão, Orestes Moura Pinto ,dirigente do Flamengo do Rio que estava em excursão à cidade de São Paulo, ofereceu-se para apitar o jogo. Começava o embate.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1102" title="Peres - Atacante da Portuguesa (1923). foto: Museu Histórico da Portuguesa" src="http://globoesporte.globo.com/platb/files/272/2010/02/peres1.jpg" alt="Peres - Atacante da Portuguesa (1923). foto: Museu Histórico da Portuguesa" width="350" height="600" />Diferentemente da partida preliminar onde a Portuguesa sequer viu a bola em campo, o jogo principal mostrava um grande equilíbrio entre as duas equipes. Lusa e Timão dividiam entre si a supremacia em campo até que com o passar do tempo a rubro-verde passou a dominar a partida por completo. Os atacantes da Portuguesa, Filó e <strong>Peres </strong>(<em>na foto ao lado</em>), mostravam bastante eficiência em campo dando bastante trabalho ao arqueiro Colombo.</p>
<p>Tanta pressão lusitana não demoraria a mostrar resultado. Em um lindo passe de Filó para Peres este driblaria o goleiro Colombo adiantado, passaria pelo zagueiro e anotaria o primeiro gol da Portuguesa diante do Corinthians. Porém, surgiria ali o primeiro Castrilli da história dos confrontos entre Portuguesa e Corinthians e o juiz absurdamente anula o tento da Lusa alegando impedimento de Peres.</p>
<p>O gol anulado não só inflamaria a torcida como também acabou servindo de ânimo para a falange lusitana que continuaria melhor em campo. A Portuguesa segue pressionando mas em um ataque do adversário, a bola resvala acidentalmente no braço do zagueiro rubro-verde Avancini e o juiz, mais uma vez se equivoca, marcando pênalti. Sobre muitas vaias da torcida da Lusa o corinthiano Amilcar bate e Mesquita defende.</p>
<p>O penal não convertido acabou servindo de energia para o Corinthians que seguiu a partir dai pressionando a Portuguesa que seguia invicta na partida graças as defesas fenomenais do goleiro Mesquita. Bombardeado constantemente, o arqueiro impunha uma segurança incrível sob as metas rubro-verdes.</p>
<p>A Portuguesa mostraria serviço aos 30 minutos do primeiro tempo: Em uma cobrança de falta de Hugo a bola chegaria aos pés de Filó que, livre de marcação, faria um lindo gol. Portuguesa 1&#215;0.</p>
<p>O gol animaria novamente a Lusa que seguiria pressionando e, em jogada incrível, Filó dá um lindo passe para Peres novamente fazer outro golaço. Porém, inexplicavelmente, o juiz mais uma vez anularia um gol de Peres, sob vaias da torcida da Portuguesa e jogadores inconformados.</p>
<p>A Portuguesa seguiria pressionando o Corinthians até que o juiz estranhamente decidiu por encerrar o primeiro tempo faltando ainda dois minutos para completar o tempo regulamentar.</p>
<p>No segundo tempo o jogo volta bastante equilibrado, com ligeira vantagem para o Corinthians. O árbitro da partida já havia se perdido no final do primeiro tempo e com isso não conseguiu ser enérgico com os jogadores de ambas as equipes e o que se viu foi um segundo tempo de bastante violência, com muitas faltas cometidas pelas duas equipes e muitas discussões entre os jogadores.</p>
<p>Contudo a defesa da Portuguesa era intransponível, o que irritava os jogadores do Corinthians que tentavam a todo custo pressionar a defesa lusitana e quando não era possível, apertavam o fraco juiz convidado. Tal pressão, surtiria efeito e em um lance que revoltou a torcida e os jogadores rubro-verdes: Uma bola chutada pelo atacante Rodrigues resvalou no ombro de um zagueiro da Lusa e o árbitro aos 40 minutos do segundo tempo não teve dúvidas e marcou outro pênalti para o Corinthians.</p>
<p>A marcação do penal por pouco não transformou o campo da floresta em um campo de batalha. Inconformados com a arbitragem gatuna, alguns jogadores da Portuguesa resolvem abandonar o jogo. Os diretores da equipe intervieram e o time se manteve em campo.</p>
<p>Amilcar resolve não bater e deixa a responsabilidade para Del Debbio que cobra e manda a bola na trave. Del Debbio olha para o chão e sabe que não há mais o que fazer.</p>
<p>Alguns minutos mais e o polêmico juiz finalmente dá por encerrada a partida. Vitória incontestável da Portuguesa por 1&#215;0, a primeira sobre o Corinthians e a primeira derrota do rival em mais de nove meses.</p>
<p>Em 2010, esperamos que desta vez não tenha nenhum novo Castrilli e que a Portuguesa saiba explorar o fator Canindé de maneira positiva e vença seu rival.</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">CURIOSIDADES DA PARTIDA:</span><br />
</strong>Como o trio de arbitragem não apareceu, não apenas o juiz foi substituído por um flamenguista. Os dois bandeiras da partida foram curiosamente dois jogadores do Flamengo que estavam assistindo ao jogo: Gostchant e Orlando Pennaforte.</p>
<p>Filó (ou Anfilóquio Guarisi Marques) autor do gol da primeira vitória da Portuguesa sobre o Corinthians, foi o primeiro brasileiro a ser campeão do mundo, jogando pela Itália em 1934. Ele esconderia o sobrenome português de pai e usaria só o Guarisi de mãe para defender as cores da Azzurra.</p>
<p>Ainda sobre Filó, o sobrenome português não era qualquer um. O Marques que ele carregava no sobrenome era de Manuel Augusto Marques presidente da Portuguesa de 1921 a 1923 e que era seu pai.</p>
<p>Mesmo sendo o carrasco da partida, Filó ainda iria jogar pelo Corinthians na década de 1930, onde também se tornaria ídolo.</p>
<p><strong>Ficha Técnica:<br />
</strong><em>Portuguesa 1&#215;0 Corinthians</em></p>
<p><strong>Escalação:</strong><br />
<em>Portuguesa: Mesquita; Fonseca e Avancini; Macaco, Arô e Canhoto; Filó, Peres, Ross, Bassani e Hugo<br />
Corinthians: Colombo; Pinheiro e Del Debbio; Gelindo, Amilcar e Ciasca; Peres, Neco, Apparício, Tatu e Rodrigues.</em></p>
<p><em>Árbitro: Orestes Moura Pinto &#8211; Auxiliares: Gostchant e Orlando Pennaforte<br />
Gol: Filó (30 min do primeiro tempo).</em></p>
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		<title>Tuffy, um goleiro que não podemos esquecer</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 23:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Nascimento</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dizem que no futebol a posição mais ingrata é a de goleiro. Defender as metas de um time pode ser tão delicado quanto lidar com taxas de juros do banco central, qualquer descuido pode ser catastrófico. E ser goleiro significa ser um jogador de dois extremos. Uma sequência de defesas espetaculares pode fazer deste um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que no futebol a posição mais ingrata é a de goleiro. Defender as metas de um time pode ser tão delicado quanto lidar com taxas de juros do banco central, qualquer descuido pode ser catastrófico.</p>
<p>E ser goleiro significa ser um jogador de dois extremos. Uma sequência de defesas espetaculares pode fazer deste um herói, por outro lado se falhar cai em desgraça.</p>
<p>Esta tão instável posição de já revelou no passado inúmeros talentos, tanto ou mais que nos dias de hoje. Vimos pisar nos gramados homens como Gilmar dos Santos Neves, Oberdan Cattani, Manga, Félix e Caxambu, só para citar alguns nomes mais conhecidos. Hoje a geração de goleiros consagrados atende pelos nomes de Rogério Ceni, Marcos e Júlio César, entre outros.</p>
<p>Mas muito antes de todos estes goleiros do passado e do presente sequer pensarem em serem consagrados, um grande jogador de nome e personalidade forte, caráter irrepreensível, e de uma segurança invejável sob as metas já defendia o gol corintiano por aí. Seu nome, Tuffy.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>O Histórico:</strong></span></p>
<p><strong>Tuffy Neujm</strong> (ou Neugen como escrevem alguns por ai) , nasceu na cidade de Santos ainda no século XIX em 1898. Apesar de santista não foi no alvinegro praiano que ele começou a jogar bola, e sim na extinta A.A das Palmeiras, aos dezessete anos de idade. Ele ainda passaria por Pelotas, Santos, Sírio-Libanês, Palestra Itália, novamente Santos até chegar em seu grande auge, no Corinthians entre 1928 e 1931.</p>
<div id="attachment_721" class="wp-caption aligncenter" style="width: 381px"><a href="http://douglasnascimento.com/imagens/tuffy/tuffy.JPG"><img class="size-full wp-image-721" title="Tuffy Neujm, quando goleiro do Corinthians" src="http://www.douglasnascimento.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/tuffytb.JPG" alt="Clique na foto para ampliá-la" width="371" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na foto para ampliar</p></div>
<p>Era apelidado pela imprensa e pelos seus adversários de Satanás, pelo seu uniforme negro, suas costeletas e por estar algumas vezes com a barba para fazer. Entre suas inovações foi um dos primeiros da posição a adotar luvas.</p>
<p><span id="more-715"></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>O Homem:</strong></span></p>
<p>Hoje, com a facilidade de informação que temos a nossa disposição, é muito fácil sabermos de tudo que os atletas fazem. Ficamos sabendo de seus hobbies, de seus outros negócios, de suas baladas indevidas e tudo mais. Mas na época em que Tuffy disputava suas partidas isso era muito mais difícil. Fui atrás de alguns fatos curiosos sobre a vida de Tuffy que provavelmente nunca foram colocadas em pauta.</p>
<p>Em outubro de 1931 Tuffy publicou um anúncio de 1/4 de página no jornal “A Gazeta”, um feito bem dispendioso para um jogador de futebol na época. No seu anúncio, um apelo para que dirigentes e esportistas paulistas se unissem para auxiliar o jogador Tatu, que até pouco tempo antes deste anúncio, havia defendido a Portuguesa de Desportos e gravemente doente teve que abandonar definitivamente o futebol, chegando a passar muita necessidade.</p>
<div id="attachment_716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><a href="http://douglasnascimento.com/imagens/tuffy/apelo_03101931.JPG"><img class="size-full wp-image-716" title="Jornal &quot;A Gazeta&quot; 03/10/1931" src="http://www.douglasnascimento.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/apelo_03101931tb.JPG" alt="Clique na foto para ampliá-la" width="340" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na foto para ampliar</p></div>
<p>No anúncio, Tuffy com palavras emocionantes conclamava seus colegas a contribuirem com 10$000 (10 contos de Réis) para ajudar Tatu (apelido do atacante Altino Marcondes). A ajuda, após o apelo, foi grande mas Tatu viria a falecer meses depois, no início de 1932.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>O Empresário:</strong></span><br />
Além de talentoso sob as metas, hábil nas palavras e dono de um coração bondoso, Tuffy também era um homem de negócios. Após encerrar sua carreira no Corinthians, foi proprietário do cinema Penha Teatro (alguns sites dizem ele ter sido bilheteiro de um cinema no centro, mas ele foi na realidade dono), vendendo depois , por razão que desconheço, ao Sr Antonio Rego Vieira.</p>
<div id="attachment_717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 340px"><a href="http://douglasnascimento.com/imagens/tuffy/penhateatro.JPG"><img class="size-full wp-image-717" title="O Penha Theatro em imagem de 1927 - Acervo do site São Paulo Restaurada" src="http://www.douglasnascimento.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/penhateatrotb.JPG" alt="Clique na foto para ampliá-la" width="330" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na foto para ampliár</p></div>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>O Fim:</strong></span></p>
<p>Em 1935, vitimado por uma pneumonia dupla, Tuffy viria a falecer. Como era desejo seu, foi sepultado com a camisa do Corinthians em seu mausoléu no Cemitério São Paulo em Pinheiros e é lá que está até hoje.</p>
<p>Mas poderia estar melhor, seu túmulo há muito tempo está esquecido e em situação de abandono. Descobri sua “morada definitiva” certo dia do ano passado quando fui a um enterro. O sepultamento foi na mesma rua em que vi uma pilha enorme de sujeira, folhas e alguns restos de vasos plásticos, notei o emblema no uniforme e fui mais perto ver, quando descobri que tratava-se do túmulo de Tuffy.</p>
<div id="attachment_718" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://douglasnascimento.com/imagens/tuffy/tuffy1.JPG"><img class="size-full wp-image-718" title="Fotografia: Douglas Nascimento" src="http://www.douglasnascimento.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/tuffy1tb.JPG" alt="Clique na foto para ampliá-la" width="500" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na foto para ampliar</p></div>
<p>Meu pai, já falecido, era corintiano e contava muitas histórias sobre Tuffy e outros ídolos da época como Grané e Del Debbio, então sempre soube de suas façanhas em campo, e ao me deparar com seu túmulo ali, sujo e esquecido fiquei muito emocionado e aborrecido.</p>
<p>Além disso, alguns ornamentos de sua sepultura há muito foram arrancadas. Voltei ali dois dias depois, num sábado, e limpei o local. Porém desde então nada mais foi feito.</p>
<p>Seu túmulo, como puderam ver na imagem acima, é bastante simples e aparentemente ele está ali sozinho. Uma foto sua com o uniforme de goleiro do Corinthians em um lado e duas placas, uma com suas datas de nascimento e morte e outra uma homenagem recebida por ele em 1936 doada por veteranos do futebol uruguaio adornam o mausoléu.</p>
<div id="attachment_720" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://douglasnascimento.com/imagens/tuffy/tuffy3.JPG"><img class="size-full wp-image-720 " title="Fotografia: Douglas Nascimento" src="http://www.douglasnascimento.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/tuffy3tb.JPG" alt="Fotografia: Douglas Nascimento" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Clique na foto para ampliar</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Me entristece em ver que quase ninguém se lembra mais deste grande ídolo do futebol brasileiro. Nós não reverenciamos nossos mortos, temos medo e preconceito de ir a um cemitério, quando na verdade ali é um recinto de paz.</p>
<p>O que este homem contribuiu para o futebol alvinegro tornar-se aos 99 anos de existência o gigante que é, pede que seja mais lembrado pelos corintianos. Fazendo uma analogia simples, se o Corinthians fosse uma casa em construção, de nada hoje adiantaria Ronaldo e Chicão fazerem o telhado, se homens como Tuffy Neujm não tivessem antes construido os alicerces.</p>
<p>Visitem Tuffy no Cemitério São Paulo, depositem flores em seu túmulo façam um minuto de silêncio e roguem por sua alma. Onde estiver ele estará torcendo eternamente pelo Corinthians.</p>
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